INDO AO PONTO II

 

 A solução seria enviar um agente a dimensão celestial e solicitar a Jesus o seu retorno. Numa negativa pedisse que regulamentassem a reencarnação.

RECORRENDO A OUTRA DIMENSÃO

Recorrendo a outra dimensão… Também de minha autoria. Anunciavam que uma importante reunião estava para acontecer. Diziam que efetivariam o bem-estar na terra.
As portas do luxuoso gabinete são fechadas e se acomodam. O senhor- mor abre a reunião ressaltando as qualidades do agente que viajaria: habilidoso e da paz. Viajaria para o Triângulo das Bermudas e lá entraria numa outra dimensão.
– O que está acontecendo nesse momento – continua dizendo para os reservados interessados convidados – é o resultado de longas conversas mantidas entre nós representantes das nações aqui reunidas. Pretendemos permanecer na história como os homens que solucionaram o problema da história. História repleta de bêbado, de puxa cobertor e de muita tralha encorpada de político. Sem mencionar tamanha adesão e simpatia com tudo o que não presta. O grande problema. Ou daremos um basta definitivamente nisso ou, a qualquer momento, a humanidade conhecerá a química e a física injuriadas e não assanhadas como já ocorreu. Não é o que desejamos. É sabido que a reencarnação e o personagem Jesus Cristo são fatos incontestáveis. Então, qual será a missão reservada para o nosso agente? Viajará para outra dimensão e solicitará a Cristo o seu retorno. Na impossibilidade, dialogará com os dirigentes da dimensão em questão para que regulamentem a reencarnação. Pois o que sabemos sobre a reencarnação? Tão logo se nasce já tem um penoso grudando com o propósito de aperfeiçoar a vida que viveu. No entanto, há quem diga que o processo não é bem assim. Atazanam e induzem mais a ‘caixa’ regenerativa do que aprimoram a vida que viveu. Porém, para que não sejamos considerados radicais que seja permito que se desça os que necessitam de pequenos aperfeiçoamentos. Para que tenhamos paz. Caso Jesus Cristo aceite a proposta, a solução será imediata. Faremos forte divulgação dos seus ideais e a paz florescerá. Caso não aceite, um resultado positivo da segunda alternativa só acontecerá futuramente. O que não deixa de ser de nosso agrado. O que não deve continuar acontecendo é a descida de rudes brutais.

O avião dava voltas no Triângulo da Bermudas. De repente o agente designado avista um novo céu. Apaga o cigarro e fica na expectativa. Volta a olhar através da escotilha e avista uma nova terra. Na medida em que o avião ia descendo percebia-se a enorme diferença entre o seu habitat e aquela dimensão: não havia nada. Absolutamente nada. Apenas espíritos zanzando. O avião aterrissa, apanha a maleta de executivo e desembarca. Caminha em qualquer direção porque não há rumo, e pergunta a um espírito pelo paradeiro do senhor Jesus Cristo.
- … Por ai…
Mas era tudo rápido porque eles eram onipresentes. Então Jesus, imediatamente, se apresenta. Cumprimenta o filho do Homem e passa a explicar o propósito da missão. No entanto, na medida em que o anfitrião vai ouvindo o apelo, balança a cabeça negativamente. Abre um leque de justificativas:
− … Não se identificaram Comigo. Optaram por Barrabás. Fui considerado “Mané” por ser o dono da casa e não tinha um lugar luxuoso para descansar a cabeça. Tive sede e me ofereceram vinagre.
− Magoado. - conversa o agente.
– Profundamente. – responde Jesus.
O agente não insiste e pergunta quem era o responsável pela reencarnação.
– Aqui não há controle de nada.
Explica a Jesus o motivo da pergunta. O Mestre sugere nomes que poderiam ajudá−lo:
– Maria, Martha, Madalena, João e José de Arimateia. Pedro também é um bom nome. Jesus desaparece. E os seis mencionados surgem. O agente repete o propósito da visita. Acham a ideia interessante e Maria explica o que acontecia:
– Os espíritos mais que imundos são os mais afoitos. Ficam incansavelmente de olho na terra. Então, quando uma vida está para nascer, imediatamente descem.
– Com a desculpada esfarrapada de aprimorar a vida que viveu.
– Sim
– Só faz nos criar problemas.
− O senhor sugere…
− Que regulamentem isso. Solicito para que, a partir desse momento, seja permitido descer apenas espíritos que tenham pouco o que aprimorar. Será menos desgastante para nós.
José de Arimateia diz que seria possível. O agente agradece, abre a pasta, retira um documento e pede para que assinem. Assinam com o maior prazer.